Busca 

Proteção e reputação: o patrimônio digital da sua empresa está sempre em jogo

12 Abr 2019 | 4 min leitura

Os ataques cibernéticos são um dos principais riscos identificados pelo Relatório Global de Riscos, divulgado anualmente pelo Fórum Econômico Mundial com o objetivo de estudar a interconexão do nosso mundo e o impacto que ações podem ter em escala global. Desde que passaram a constar dessa lista, em 2012, ano a ano, esses riscos vêm subindo mais para perto do topo da lista pela probabilidade de ocorrência e impacto que trazem. Em um mundo no qual, pela facilidade, cada vez mais vendas são feitas via e-commerce, toda atenção é pouca para quem resolve investir nesse canal de negócio. Basta um pequeno descuido e o prejuízo pode ser incalculável.

Um dos maiores incidentes recentes de segurança ocorridos no Brasil, o vazamento recente de dados de quase dois milhões de clientes da Netshoes, é um exemplo do que pode ocorrer em um cyber-ataque. Em acordo extrajudicial com o Ministério Público do Distrito Federal, que evitou uma ação civil pública, a empresa teve de desembolsar R$ 500 mil e se comprometer a reforçar a segurança de sua loja virtual. Se descumprir a medida, fica sujeita a uma ação coletiva no valor de R$ 10 milhões, somada a um processo por danos patrimoniais com potencial de indenização de até R$ 85 milhões.

E você? Está precavido de fraudes e ameaças cibernéticas na sua plataforma de e-commerce? Tomou todas as medidas de segurança necessárias para proteger os dados de seus clientes contra acessos não autorizados e / ou divulgações? Sua infraestrutura de TI é segura e confiável para sua operação? Tiago Lino, especialista em riscos cibernéticos da AIG, uma das maiores seguradoras do mundo, com 100 anos de experiência e conhecimento em mais de 80 países e presente no Brasil há 70 anos, lista, abaixo, os principais riscos de segurança para negócios, baseada na experiência da companhia em ajudar clientes que já passaram por esse tipo de situação, e que as plataformas de e-commerce devem investir:

• Servidores externos com acesso remoto combinados com senhas fracas. Isso oferece uma oportunidade para a introdução de malware (qualquer parte de software que tenha sido feita para causar danos a dados, dispositivos ou pessoas) e ransomware, uma espécie de código malicioso que torna inacessíveis os dados armazenados em um equipamento, geralmente usando criptografia, e que exige pagamento de resgate -ransom - para restabelecer o acesso ao usuário. O acesso remoto deve ser cuidadosamente controlado.

• Protocolos de login fracos. O risco de phishing (o hacker se passa por uma pessoa confiável) é significativamente reduzido se a autenticação de dois fatores estiver ativada, requerendo uma segunda chave para acesso à conta. No mínimo, isso deve ser adotado para diretores de negócios e parceiros e funcionários envolvidos nos pagamentos.

Lei Geral de Proteção de Dados

Além dos itens acima, a empresa de e-commerce deve se adaptar à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em agosto de 2018, pelo presidente Michel Temer, com o objetivo de aumentar a privacidade de dados pessoais e o poder das entidades reguladoras para fiscalizar organizações. Entre os fatores que levaram à aprovação do projeto de lei brasileira foi o GPDR, regulamento similar aprovado pela União Europeia em maio de 2018. Como este documento tem aplicabilidade extraterritorial, muitas empresas brasileiras já tiveram que se adequar para esta nova realidade. De todo modo, as empresas têm até agosto de 2020 para se adaptarem à LGPD. A nova lei prevê sanções para quem não tiver boas práticas. Elas englobam advertência, multa ou até mesmo a proibição total ou parcial de atividades relacionadas ao tratamento de dados. As multas podem variar de 2% do faturamento do ano anterior até a R$ 50 milhões, passando por penalidades diárias.

Proteção feita, e se ocorrer a violação do sistema?

Embora a prevenção seja sempre melhor do que remediar, as organizações devem se preparar para o fato de que é praticamente impossível ter sistemas 100% seguros. Organizações cyber-resilientes se preparam para isso. Além de implementar uma estratégia robusta de prevenção ao risco cibernético, é recomendável que as empresas de e-commerce invistam em um seguro que garanta indenização para toda a gama de exposições cibernéticas, incluindo interrupção de rede.

Tiago ainda esclarece que se trata de um seguro que não se limita apenas à proteção aos riscos, mas sim uma solução abrangente para o gerenciamento da exposição cibernética de uma empresa. “Proporcionamos aos clientes uma abordagem em todo o processo, desde a análise de risco e prevenção até a própria cobertura, contando com uma equipe especializada na resolução quando um dano ocorre”.

A apólice do CyberEdge® – solução da AIG, pioneira no mercado em seguros para riscos cibernéticos – cobre reclamações de terceiros por perdas sofridas como resultado de um cyber evento e também os prejuízos do próprio segurado, mediante casos específicos. A cobertura do segurado aplica-se aos custos diretos de uma empresa para responder a uma falha de violação de privacidade ou segurança, tais como os custos de notificação, os custos de relações públicas incorridas para atenuar os danos à reputação da empresa, investigações forenses, consultas jurídicas e monitoramento de crédito ou identidade para as pessoas ou empresas que tiveram seus dados violados.

Invista em um seguro de responsabilidade cibernética para a sua empresa e proteja o seu patrimônio digital e a reputação do seu negócio. Veja que o investimento na solução certa para a proteção do seu negócio na rede pode ser bem menor do que arcar com o custo de reparação dos danos causados. Fale com o seu corretor de seguros ou entre em contato com um especialista da AIG em www.aig.com.br.

Comentários

I - Os seus comentários estão sujeitos à moderação do nosso time editorial, que se reserva no direito de deletar comentários ofensivos, descriminatórios e não pertinentes à temática do canal de comunicação.
II - Comentários relacionados à cotações, apólices e serviços prestados pela AIG serão direcionados para a área de Atendimento ao Usuário que tomará as tratativas de cada caso.

 Comentar

  • Nenhum comentário, seja o primeiro!

Materiais Relacionados




Tags

Últimas postagens