Gestão de riscos de armazenamento de produtos perigosos. Porque ela é tão importante

10 Set 2020 | 3 min leitura

Vazamento de óleo de navios em mangues e oceanos, de metais pesados em rios, rompimento de barragens com rejeitos de mineração e explosões em armazéns de fertilizantes foram alguns dos acidentes ocorridos nos últimos anos no mundo que ganharam as páginas dos noticiários, causaram um enorme prejuízo ambiental, afetaram a vida de milhares de pessoas e a reputação de muitas empresas.

 

Todos os acontecimentos deixaram seus registros na história pelas discussões, reflexões e aprendizados que trouxeram sobre erros cometidos e nortearam ações a serem adotadas para que não voltem a acontecer. Governança e um plano de gestão de riscos, que vale para qualquer empresa, independentemente do tamanho, estão dentre elas. Mas quando pensamos em um plano assim, o que devemos levar em consideração?

 

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“São vários os quesitos que devem ser levados em conta quando ocorre um acidente. Estamos falando de danos ambientais e à própria empresa, responsabilidade civil de terceiros e de gestão, dentre outros”, explica Martin Molla, gerente de Seguros para Transportes da AIG. “Quando pensamos na gestão do risco, devemos listar tudo o que seria afetado em caso de incidente. No caso ocorrido recentemente no Líbano, por exemplo, a explosão de um armazém com nitrato de amônio afetou toda a área portuária, a cadeia logística, vizinhos e possivelmente alguns gestores de operações. Estamos falando do principal terminal portuário, responsável pelo abastecimento de diferentes regiões daquele País, ou seja, envolvia uma questão logística muito ampla e uma série de responsabilidades”, completa.

 

Segundo ele, no caso de um operador portuário, estamos tratando de uma pessoa jurídica que recebe uma quantidade muito grande de cargas destinadas a operações de transportes de importação e exportação, envolvendo não só operações no porto, mas em todo sistema viário nas cercanias do terminal (rodovias, ferrovias, aeroportos) e todos têm de gerenciar riscos. “Quando falamos de danos causados a terceiros, sabemos que podem ocorrer não apenas em uma zona portuária, como foi o caso, mas também em armazéns de transferência – no Centro-Oeste brasileiro, por exemplo, temos locais que lidam com diferentes tipos de granéis líquidos ou sólidos, cujos riscos são extremamente particulares. É preciso atuar de forma preventiva e fazer uma análise de risco completa”, alerta Molla.

 

O engenheiro de riscos Rodrigo Mahecha, especialista em seguros Patrimoniais da AIG, lembra que a vizinhança de operações é um dos fatores de análise e que é preciso identificar todas as atividades que as circundam e colocá-las em um plano de emergência. Bruno Pieroni, especialista em Riscos Ambientais da empresa, completa que eventos que envolvam explosões, sejam elas quais forem, podem causar danos ambientais por conta das emissões de poluentes na atmosfera, além dos danos ambientais decorrentes das consequências do evento, como a destruição das áreas adjacentes, por exemplo. “É preciso lidar com medidas de compensação ambiental e até mesmo remediação para que os danos ambientais causados pelo acidente possam ser reduzidos”, informa.

 

Responsabilidade civil e da gestão

Em um incidente, independentemente da proporção, não há como fugir da responsabilidade civil a terceiros. E quando tratarmos desse item temos ainda o fator da gestão em si. “Os administradores, ou seja, CEOs, diretores e gerentes, podem ser responsabilizados por incidentes, mesmo que não haja erro de gestão, e terem seus bens pessoais comprometidos”, afirma Vinícius Mercado, especialista em Riscos Trabalhista para Diretores e Administradores da AIG, lembrando que é importante não se esquecer do caixa da empresa, que permite que ela continue operando.

“Um evento de grandes proporções pode comprometer muitos setores. Temos de levar em conta que muitas atividades no entorno da operação podem ser suspensas por conta de um acidente e, por isso, ganham proporções sociais enormes”, esclarece Molla, que explica ainda que, em momentos assim, o papel das seguradoras é o de ajudar a compor o cenário existente antes do acidente.

Conheça os riscos da sua operação e os valorize, dimensionando as consequências de incidentes que podem ocorrer, e esteja preparado!

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