O futuro impresso em 3D, mas e os riscos?

O futuro impresso em 3D, mas e os riscos?

Cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, anunciaram, recentemente, terem produzido com tecidos humanos a miniatura de um coração em uma impressora 3D. O órgão possui vasos sanguíneos, cavidades e até colágeno, diferentemente de outros corações que já haviam sido impressos com materiais sintéticos. Segundo os pesquisadores, o objetivo é produzir órgãos em tamanho real e apostam que em 10 anos esse tipo de impressão seja um procedimento de rotina.

Apesar de falarmos de impressão 3D há pouco tempo, esta tecnologia, que nada mais é que uma maneira de prototipar objetos, já existe no mercado desde a década de 1980. No início, tinha basicamente a função de fazer lâmpadas para solidificação de resinas e confeccionar plásticos rígidos rapidamente. Mas de lá para cá muita coisa mudou. Hoje, a tecnologia das impressoras tridimensionais vem sendo usada em vários setores: na confecção de esculturas, joias, instrumentos musicais, peças para a indústria automotiva e aviação, roupas, acessórios, casas e até comida! O segmento da saúde é um capítulo a parte. Já se trabalha na produção de remédios, próteses, pele humana e órgãos, visando diminuir a fila de transplantes, como é o caso do coração recém-anunciado em Israel. Com a popularização da tecnologia, a tendência é diminuir o custo das máquinas para as pessoas e aumentar o chamado “faça você mesmo”.

Dentre os benefícios que a tecnologia oferece para os processos de produção estão o combate ao desperdício, qualidade, customização e inovação em negócios e produtos. É por isso que, de acordo com o relatório O Futuro do Trabalho 2018, feito pelo Fórum Econômico Mundial com 313 empresas, 41% das companhias devem adotar a impressão 3D até 2022. No Brasil, esse percentual chega a 49%. A IDC do Brasil (International Data Corporation) indica que a impressão 3D no mundo inteiro movimentará US$ 35,4 bilhões até 2020. No Brasil, a projeção é de um crescimento anual na ordem de 24,1%.

Erros na impressão

Mesmo com a precisão das impressoras 3D, elas ainda são passíveis a erros e falhas que podem fazer com que se perca tempo e dinheiro. Mas a maioria destes erros poderia ser facilmente evitada com conhecimento. Assim, quem aposta nesse tipo de impressão deve sempre entender as razões dos problemas e encontrar as soluções, conforme alertam os experts na tecnologia.

Mas e se esse problema chegar a quem compra a tecnologia? Traçando um cenário nesse sentido, de quem seria a responsabilidade? Da máquina? De quem a opera? De quem fez o projeto para a mesma? Do software? É algo que precisamos pensar, não é mesmo? Discussões nesse sentido já vêm acontecendo.

O Parlamento Europeu, por exemplo, já tratou no ano passado como ficaria a questão da responsabilidade civil e adotou um relatório de caráter não legislativo que estabelece uma série de recomendações legislativas e regulatórias no campo da impressão 3D.

Joëlle Bergeron (EFDD, França), que elaborou o documento, comentou: “Aplica-se a legislação geral em matéria de responsabilidade civil, tal como está definida na diretiva sobre o comércio eletrônico. Contudo, um regime específico de responsabilidade civil deve também ser considerado. Em caso de acidente, a responsabilidade por um produto defeituoso poderia recair potencialmente sobre o criador, sobre o vendedor do produto impresso, sobre o produtor da impressora, sobre o produtor do software, sobre o fornecedor dos materiais usados para imprimir o produto ou sobre a pessoa que criou o produto, dependendo da origem do defeito.

Está claro, portanto, que a cadeia de responsabilidades pode ser longa e complexa”, avalia. “Até o momento, não há nenhuma jurisprudência específica sobre regras em matéria de responsabilidade por terceiros para um produto produzido através duma impressora 3D. Estamos, portanto, entrando em um “território desconhecido” para os fabricantes. Logicamente, cabe-nos a nós, como deputados, encorajar a Comissão Europeia a analisar atentivamente estas questões jurídicas”, completou.

Enquanto países definem responsabilidades nesse sentido, a questão é que quem trabalha com a tecnologia deve estar atento e se proteger. Empresas como a AIG, especialista em seguros, com 100 anos de experiência no mundo e 70 no Brasil, já estão trabalhando para oferecer soluções que prevejam como minimizar os riscos tanto para quem idealiza as novas tecnologias como para quem as utiliza.

Independentemente de serem produtos impressos em 3D ou fabricados por meio de um processo industrial tradicional, qualquer empresa está exposta ao risco por falhas em seus produtos, principalmente quando este já está nas mãos do cliente final. Por isso, o Seguro de Responsabilidade Civil oferece coberturas para os danos morais, corporais e materiais causados a um indivíduo, decorrentes da disfunção do produto, assim como os custos de defesa relacionados.

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